EVOLUCIONISMO

A EVOLUÇÃO BIOLÓGICA
Texto de B. Gallavotti

Nenhuma das espécies que vivem na Terra - animais, plantas ou bactérias -, tiveram sempre o aspecto que hoje lhes conhecemos, antes foram assumindo caracteres próprios e diferenciando-se das outras espécies que as antecederam. Este facto constitui a base da teoria da evolução, que se difundiu no século XIX, tendo a sua primeira formulação científica ocorrido em 1859, pelo cientista inglês Charles Darwin.

Darwin chegou às suas conclusões através de um conjunto de observações. Em primeiro lugar, notou que os indivíduos de uma mesma espécie são idênticos, mas apresentam ligeiras diferenças: alguns podem ser maiores, outros têm cores diferentes e assim por diante. Por outro lado, os filhos são semelhantes aos pais, pelo que as características dos pais são frequentemente herdadas. Concluiu ainda que nem todos os membros de uma nova geração conseguem crescer e reproduzir-se, acabando geralmente a maioria por morrer muito cedo.

Dado que os indivíduos são diferentes entre si, os que possuem características que os tornam mais aptos para viver no seu ambiente têm maior probabilidade de gerar mais descendentes. Sendo hereditárias, estas características favoráveis tornar-se-ão cada vez mais frequentes com o mudar das gerações, acabando por modificar as características globais da espécie.

Através deste importante mecanismo, chamado selecção natural, são eliminados os que não possuem características vantajosas. O resultado é sempre uma melhor adaptação da espécie ao ambiente em que vive. Com o tempo, uma população de indivíduos da mesma espécie pode ir acumulando diferenças sucessivas até deixar de ser possível o seu cruzamento com indivíduos de outras populações. Nasce assim uma nova espécie.

in Gallavotti, B. 1997. Segredos da Vida. DoGi. Itália.

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