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EVOLUCIONISMO
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UM SANTUÁRIO NATURAL QUE JÁ ESTAVA AMEAÇADO |
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Mas este é apenas um dos problemas destas ilhas. É que se a maior parte das outras espécies não sofreram uma perseguição directa, não deixaram por isso de sofrer com a colonização das ilhas. E foram sobretudo vítimas da concorrência de espécies mais agressivas. O isolamento das Galápagos, bem no meio do Pacífico, fez com que nenhum mamífero terrestre conseguisse ultrapassar a barreira oceânica e, por isso, a mais bem sucedida das classes à face do planeta não se encontrava representada na fauna das ilhas quando ali chegaram os primeiros navegadores. Mas não tardaram a estar. Em ilhas pouco habitadas e selvagens, espécies como as ratazanas, as cabras, os cães, os cavalos ou os gatos não tardaram a espalhar-se pelos montes, regressando ao estado selvagem. Nenhuma das espécies das ilhas estava preparada para resistir a esta concorrência. Muitas aves e quase todos os répteis punham os ovos em ninhos no solo, onde ratazanas e gatos podiam facilmente destrui-los. Cabras e cavalos devastaram a já de si rala vegetação de algumas das ilhas, concorrendo com as espécies nativas. Os resultados foram tão catastróficos - muitas das espécies desapareceram e só sobrevivem em ilhéus - que os responsáveis equatorianos pela conservação da natureza introduziram programas radicais de caça ou mesmo de envenenamento das espécies introduzidas, mas com um sucesso mitigado. Pelo que, mesmo sem derrames de petróleo, a ocupação humana dos Galápagos já colocava por si graves problemas a este santuário natural. in Público, 24 de Janeiro de 2001 |
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