EVOLUCIONISMO
TRÊS ANIMAIS EMBLEMÁTICOS DAS GALÁPAGOS


Tartarugas gigantes

São enormes, lentas, únicas e vulneráveis. Repartidas pelas várias ilhas e, algumas vezes, isoladas por acidentes geográficos intransponíveis, existem diversas sub-espécies destas tartarugas nas Galápagos. As maiores atingem quase 230 quilos de peso, sob uma carapaça de 122 centímetros de comprimento. Uma sub-espécie (Geochelone elephantopus abingdoni) tem apenas um exemplar vivo, que responde pelo nome de "Lonesome George" (Jorge Solitário). No século passado, foram caçadas intensivamente pelas tripulações dos baleeiros que passavam pelas Galápagos. A perseguição prosseguiu, à medida que as ilhas foram sendo habitadas. Para completar, os mamíferos introduzidos no arquipélago - como cabras, cães, gatos ou porcos - tornaram-se predadores das tartarugas ou passaram a competir pelo seu alimento. Estão em curso diversas acções de conservação e de reprodução em cativeiro das tartarugas gigantes.


Iguanas terrestres

Em 1835, Charles Darwin encontrou dificuldades em montar uma tenda na ilha Santiago, nas Galápagos, devido à abundância de tocas de iguanas. Hoje, nessa ilha em particular, já não há destes animais de aparência pré-histórica. Assim como para as tartarugas, a introdução de mamíferos no arquipélago, no século XIX, foi um desastre. Os gatos comiam as iguanas jovens, os cães matavam os adultos. Para contornar o problema, tem sido feito um duplo esforço: a reprodução das iguanas em cativeiro e a erradicação dos animais que caçam esses répteis ou arrasam com a vegetação que é o seu alimento, como as cabras. O programa de conservação das iguanas tem tido um surpreendente sucesso.


Leões marinhos

Os leões marinhos são muito sociáveis. E é este um dos seus principais problemas. A presença cada vez maior de seres humanos na Reserva Marinha das Galápagos não assusta os leões marinhos. Pelo contrário, estes animais tendem a aproximar-se do homem e, com isso, são postos em contacto com lixos particularmente perigosos - como redes de pesca e anzóis. Desde 1997, a Estação de Investigação Charles Darwin está a estudar as populações desta espécie nas Galápagos, tentando compreender, por exemplo, as relações de competitividade dos leões marinhos com os pescadores.

in Público, 24 de Janeiro de 2001

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