Actividades Laboratoriais no Ensino das Ciências

Independentemente da sua tipologia, a realização de actividades laboratoriais pelos alunos, desde que devidamente planeadas e executadas, é sempre um factor de valorização das aprendizagens quer ao nível conceptual, quer ao nível procedimental. Dito de outra forma, é sempre vantajoso para o aluno realizar uma actividade laboratorial porque é chamado a protagonizar uma acção que se constitui como oportunidade para adquirir, consolidar ou aplicar conhecimentos.

No entanto, as actividades laboratoriais apresentam, em função da sua tipologia, diferente valor educacional. Não cabe, no âmbito do presente artigo, proceder a uma seriação de actividades laboratoriais segundo as suas potencialidades educativas até porque a subjectividade associada a qualquer proposta do género é sempre elevada. Admito que uma investigação mal conduzida possa ter menos valor do que um exercício bem executado. Contudo, e de forma abstracta, afigura-se possível e útil posicionar os diferentes tipos de actividade laboratorial em função das suas características e, consequentemente, inferir das suas potencialidades educativas.

As investigações são as actividades laboratoriais com maior potencial educativo mas, também, as mais difíceis de concretizar. Exigem elevadas competências conceptuais e procedimentais por parte de todos os intervenientes e gestão equilibrada de pessoas, de espaços e de tempos, desde logo porque não existe, à partida, qualquer protocolo a seguir. Mas o objecto de investigação pode ser muito simples e a actividade de curta duração, visando apenas a construção de conhecimento conceptual.

Nas actividades que visam o conhecimento conceptual destacam-se, pelas suas potencialidades educativas, as de tipo Prevê-Observa-Explica-Reflecte nomeadamente as que não apresentam procedimento associado. Neste tipo de actividades, os alunos são confrontados com uma questão ou problema inicial. Terão de ensaiar hipotéticas respostas a esse problema e verificar da sua consistência através da realização de actividades laboratoriais. Os dados empíricos recolhidos são confrontados com as ideias iniciais, apoiando-as ou enfraquecendo-as.

Menos ambiciosas, do ponto de vista do envolvimento dos alunos, as actividades orientadas para a determinação do que acontece apoiam-se em protocolos pormenorizadamente descritos. Os alunos são consduzidos à obtenção dos resultados pretendidos mas desconhecidos para eles. Adquirem novos conhecimentos mas não são envolvidos num processo de descoberta e de resolução de problemas.

Num registo de menor exigência, as actividades ilustrativas permitem confirmar da veracidade do conhecimento previamente apresentado. Executam-se a partir de um protocolo de tipo receita.

As actividades para aquisição de sensibilidade acerca dos fenómenos apelam aos sentidos dos alunos (olfacto, visão, cheiro, audição, tacto) para consolidar um conceito ou princípio em estudo, já conhecido dos alunos.

Finalmente, os exercícios são actividades centradas no desenvolvimento de skills como medir, observar ou manipular e na aprendizagem de técnicas laboratoriais.

Um dos produtos resultantes da frequência de um curso de formação sobre Actividades Laboratoriais no Ensino das Ciências, na Universidade do Minho, encontra-se disponível para exploração:

 

 

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